VISITAS TÉCNICAS OPCIONAIS (PARA INSCRITOS NO EVENTO)

Para complementar o Global Stone Congress, organizamos um roteiro de visitas a pedreiras de belos e interessantes materiais da Bahia, de dois dias de duração. A excursão acontecerá nos dias 30 de abril e 1º de maio e a participação será por adesão.

ROTEIRO

30 de abril, segunda-feira – 07:00 h – Saída do Hotel Jardim Atlântico (Ilhéus)

  • Visitas a pedreiras de granito azul (sodalita) e mármore
  • Almoço em rota (sanduíches e fruta)
  • Jantar e pernoite em Itapetinga
  • Visitas a pedreiras de pegmatito e quartzito
  • Almoço em Itapetinga
  • Lanche em Ibicaraí

1º de maio, terça-feira 22:45 h – Chegada ao Hotel Jardim Atlântico (Ilhéus)

Informações importantes:

Custo:  R$ 425 (inclui translado, hospedagem em Itapetinga e alimentação)
Custo extra pernoite do 1º a 2 de maio no Hotel Jardim Atlântico: R$218

Participantes: Mínimo: 15 – Máximo: 25
RESERVE SUA VAGA ATRAVÉS DO E-MAIL: globalstone2018@eticaeventos.net.br

Recomenda-se levar roupa de campo ligeira e confortável, calçado fechado (tênis ou botas), chapéu, óculos de sol, filtro‑solar e repelente. No sul da Bahia pode chover a qualquer momento, por isso, uma capa de chuva pode ser útil.

A organização se reserva o direito de cancelar parte ou toda a excursão em caso de chuva ou por falta de adesão. Em caso de cancelamento total, o pagamento será reembolsado integralmente.


AS ROCHAS AZUIS DA BAHIA

Sediado na cidade de Ilhéus, o GSC 2018 permitirá a realização de visitas a frentes de lavra dos raros e mundialmente conhecidos granitos Azul Bahia. Estes materiais são geologicamente integrados a um evento de magmatismo alcalino neoproterozóico, compondo a denominada Província Alcalina do Sul do Estado da Bahia.

Os corpos intrusivos mais expressivos da Província estão confinados entre as cidades de Ilhéus e Itabuna, a nordeste, e Itarantim, a sudoeste, formando as suítes alcalinas identificadas como Itabuna, Floresta Azul e Itarantim-Potiraguá. As rochas dominantes são sieníticas, parte das quais portadoras de nefelina e, mais raramente, de sodalita, com transições frequentes para materiais máficos também alcalinos.

Datações radiométricas disponíveis para essas rochas alcalinas apontam idades situadas entre 680 e 740 M.a. Diques e outros corpos intrusivos menores, também correlacionados ao magmatismo alcalino neoproterozóico, sugerem seu desenvolvimento até cerca de 550 M.a.

As rochas encaixantes regionais associam-se a terrenos arqueanos e paleoproterozóicos com estruturação geral submeridiana, definidos como faixas de embasamento fortemente retrabalhadas e portadoras de remanescentes supra crustais vulcanos sedimentares. Lineamentos tectônicos NE-SW, discordantes da estrutura regional, aparentemente condicionaram o evento intraplaca de magmatismo alcalino.

Os granitos azuis da Bahia (sodalitasienitos) são economicamente explorados há várias décadas, por um pequeno número de empresas. Como materiais bastante raros e muito valorizados, a produção não envolve volumes expressivos. A concentração de sodalita pode ser localmente tão elevada que permite sua separação e comercialização como pedra semipreciosa.

Outras rochas azuladas brasileiras, também utilizadas para ornamentação e revestimento, incluem alguns gnaisses a cordierita, quartzitos com dumortierita e granitos portadores de quartzo azul. A exemplo dos sodalitasienitos, também os quartzitos com dumortierita são exclusivos do estado da Bahia.

Para melhor orientação da excursão ora preparada, informações gerais sobre a geologia regional e suas rochas alcalinas podem ser encontradas em:

CPRM. Carta Geológica do Brasil ao Milionésimo, folha Salvador (SD.24); texto e mapas. (Geological Chart from Brazil to the Millionth, Folha Salvador (SD.24); text and maps). Rio de Janeiro, 2004. Available in

http://www.cprm.gov.br/publique/Geologia/Geologia-Basica/Carta-Geologica-do-Brasil-ao-Milionesimo-298.html. Accessado em 02/04/2018.

Peixoto, Adriana Almeida de. Plutonismo Brasiliano da região de Itabuna, Bahia: geologia, petrologia e geoquímica. Org. Dante Severo Giudice, Icalmar Vianna. Salvador: CBPM, 2017. 70 p. (Série Publicações Especiais; 19).  Síntese da tese de doutorado da geóloga Adriana Almeida de Peixoto, apresentada na UFBa – Universidade Federal da Bahia, em 2005). Disponível em:

http://www.cbpm.ba.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=24. Acessado em 04/02/2018.